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Pax!
 

 

Amados amigos e irmãos, aqui esta uma pequena reflexão que fiz em cima do Evangelho de Domingo próximo, espero que seja util e os ajude também... Grande abraço a todos, Deus nos abençõe!

 

No próximo domingo, com a festa de Cristo rei, encerra-se o Ano Litúrgico.  Dentro de uma pedagogia celebrada dentro do tempo, neste final de ano a liturgia da Palavra nos põe em contato com o fim da nossa vida... nos lembra que nossa vida vai passando.  A vida é valiosa demais! Por isso o tempo é valioso. Não podemos permitir que o tempo passe e a vida não seja vivida. Mas o que é viver? Para viver, certamente não basta estar vivo; é preciso viver bem.  Jesus é o Mestre da vida! Como autor, ele tem autoridade para falar da vida e ensinar a viver... e viver bem.

Quando o Evangelho de Mateus foi escrito – por volta dos anos 80 -, muitos cristãos começavam a desanimar pelo mesmo motivo dos tessalonicenses: a demora de Jesus em voltar. Além disso, assumir a fé cristã trazia perseguição e até a morte.  Muitos voltaram atrás! Aquele ardor por Jesus estava esfriando.  Mateus quer reaquecê-lo.

 No texto de hoje, conhecido como a parábola dos talentos, Jesus apresenta-se como um patrão que, antes de partir em viajem, reuniu seus servos e distribuiu-lhes sua fortuna.  A um deu cinco talentos, a outro dois e ao terceiro, um... As partes mais importantes da parábola são justamente o retorno desse patrão e o diálogo com os servos, no qual cada um presta contas de como administrou os bens do patrão em sua ausência.

O Evangelho nos mostra duas atitudes diferentes com as quais se pode esperar o retorno do patrão, a segunda vinda de Cristo.  A primeira é a dos empregados que receberam cinco e três talentos: eles se empenharam, negociaram, trabalharam para que os bens do seu patrão que lhes fora confiados rendessem frutos a fim de que pudessem entrega-los! Já o terceiro, o que recebeu apenas um talento, é chamado de mau e preguiçoso, porque não teve o mesmo empenho: enterrou seu talento, escondeu-o e, por isso, perdeu-o.

Jesus ressuscitado subiu ao céu, donde voltará. Na sua “ausência”, deixou a nós cristãos, a tarefa de sermos suas testemunhas e continuadores da sua missão que ele mesmo recebeu do Pai, de salvar a humanidade.  “É com o nosso coração que Jesus continua a amar os publicanos e os pecadores do nosso tempo; é com as nossas palavras que Jesus continua a consolar os que estão tristes e desanimados; é com os nossos braços abertos que Jesus continua a acolher os imigrantes que fogem da miséria e da degradação; é com os nossos pés que Jesus continua a ir ao encontro de cada irmão que está sozinho e abandonado; é com a nossa solidariedade que Jesus continua a alimentar as multidões famintas do mundo e a dar medicamentos e cultura àqueles que nada têm”.

Esse é o nosso talento que recebemos: é muito valioso porque é a nossa salvação! Mas é também grande responsabilidade, pois enterra-lo é privar nossos irmãos de um dom que é deles e do qual somos apenas administradores.

Ainda hoje tempos os dois modelos, as duas atitudes.  Se existe tanto mal presente no mundo, muito se deve à omissão dos bons.  Enterrar o talento é contentar-se com o que já se tem, não avançar para águas mais profundas. (lc 5,4), apenas fazer o que está determinado, sem inovar.  Significa acomodar-se , não correr riscos.  Onde está o erro de enterrar o talento? Quem enterra seu talento “não fez nada” de errado! Seu pecado é, justamente, não fazer nada! É por não fazer nada que Jesus o chama de mau e preguiçoso.  Olhando para esse servo, podemos afirmar que, diante de Jesus, para sermos aprovados como pessoas do bem, não basta dizer “eu não matei, nem roubei”.

Há também os que manifestam a ousadia de não contentar-se com o que tem, de querer mais.  Há risco nisso? Certamente! Esses, porém, assim como os dois primeiros servos, tem coragem de arriscar.

Na Eucaristia, fazemos experiência de viver bem! Quem escolhe viver não para si mesmo, mas para o bem do outro, encontra a morte! Mas quem não morre? Em Jesus aprendemos que a vida doada é vida que ressuscita para tornar-se eterna.  Assim Jesus é alimento para viver!

Viver como Jesus viveu, viver para ressuscitar, viver para a vida eterna. Isso é viver bem!

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Irmão Cruz às 11h40
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Pax!!!

Olá!! Ainda não sei bem ao certo o que vim fazer aqui! Rs! Só senti vontade de "criar" este blog... Espero que ele seja um meio de ajuda... e de fazer novos amigos também... bem.. o tempo é que irá dizer... caso perceba que ele não dará frutos...

Sejam Todos Bem Vindos!!

Deus os abençõe!

Seu irmão menor,

Ir. João da Cruz



Escrito por Irmão Cruz às 16h19
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